segunda-feira, dezembro 10, 2007

Governo da Bahia discute sobre Projeto de Revitalização do Rio São Francisco

O Grupo de Trabalho do São Francisco realizou nos dias 27 e 28, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), o Seminário ‘Olhares sobre a Revitalização da Bacia do São Francisco’. O evento teve como objetivo informar as comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, ribeirinhos, sociedade civil e governo do Estado sobre as ações realizadas na Bahia do Projeto de Revitalização do Rio São Francisco. Pela primeira vez, o governo do Estado abre uma discute com a sociedade sobre o tema.
“Esse evento é de extrema importância, pois discute as propostas sobre a transposição e o que tem sido feito no nosso Estado. As pessoas precisam ter contato com esse projeto por que o Rio São Francisco é um patrimônio de todos nós.”, afirma Iraci dos Santos Ribeiro, da comunidade quilombolas.
O Grupo de Trabalho (GT) formado por responsáveis do Ibama, Ministério do Meio Ambiente e pelo Ministério, foi instituído pelo Governador Jaques Wagner no inicio do ano com intuito de acompanhar as ações do governo federal na Bacia do Rio São Francisco e estabelecer diálogo com à sociedade sobre o rio.
O seminário tem como objetivo agregar a diversidade dos setores sociais e construir uma análise crítica do modelo de desenvolvimento sócio-econômico da bacia, sua biodiversidade e suas gentes. A informação foi dada pelo coordenador do projeto, Julio Rocha, que realizou a palestra Olhar baiano sobre a Revitalização, na última sexta feira. “O nosso interesse é a revitalização do rio para que as comunidades tenham acesso à água e esta será a oportunidade de analisar as ações concretas do processo. É fundamental à participação da sociedade para que sejam esclarecidas as questões sobre o rio e o que tem sido feito a respeito” afirmou.
Estiveram presentes representantes do Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Integração Nacional, do Fórum de Defesa do São Francisco, do Ministério Público, da Agência Nacional de Águas, da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, algumas secretarias do Estado e etc. Além disso, as palestras contaram também com a participação de representantes de comunidades indígenas, quilombolas, da Fundação de Estudo de Pesquisas Aquáticas e dos Comitês de Bacias Hidrográficas entre outros movimentos sociais.
“É necessária a participação ativa da população em debates, principalmente quando é realizado pelo governo, pois defendemos nossos direitos como cidadãos e tiramos nossas dúvidas. A Transposição do Rio São Francisco é um tema que deve ser discutido pelo governo com a participação ativa do povo”, discute o representante do Movimento Sem Terra (MST), Wedes Valeriano Queiroz.

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